Foi inaugurada no passado dia 02 de Outubro , na Sala do Cinzeiro 8 do Museu da Electricidade, a exposição TEC, de Pedro Gomes. A exposição estará patente ao público do dia 03 de Outubro ao dia 07 de Dezembro de 2008.

Segundo João Pinharanda, Comissário da Exposição (que estará, com o artista, à disposição da Comunicação Social):

“A obra de Pedro Gomes mantém-nos no domínio do quotidiano: as suas referências são estereótipos de imagens, objectos, gostos e gestos que se podem classificar como lugares-comuns civilizacionais. O trabalho actual apresenta exemplos da especialização tecnológica do nosso dia-a-dia: pequena maquinaria doméstica, carros utilitários, objectos eléctricos e electrónicos…

As imagens mantêm relação com a imagem banalizada do real (são imagens sem intencionalidade artística) mas impõem ao espectador um código de decifração. Pedro Gomes parte do real, afasta-nos e (re)aproxima-nos do real deixando-nos num patamar de deslocamento forçado que deriva do esforço visual que nos é imposto.
Necessitamos ver com a máxima atenção para perceber o que vemos porque não existe intenção de cópia, apenas fornecimento mínimo de dados de reconhecimento perceptivo ­ o que se alcança por experiência civilizacional. Reconhecemos o que sabemos mais do que aquilo que vemos. É assim que deciframos (apesar da escassez, imprecisão e irregularidade dos elementos de identificação) a imagem de referência. No final, podemos ver de um modo novo.

Pedro Gomes, une, em choque, digital e manual. E, na mesma operação, questiona o Desenho como disciplina. A Forma é um guião cifrado que se esconde na face oculta da obra, onde o desenho linear se inscreve; e que se revela pela técnica de minúsculas perfurações. A imagem final aproxima-nos (através de uma verdadeira negação irónica) da pixelização das imagens digitais que dominam a actualidade.
Também a Cor não tem finalidade descritiva mas sim um fim evocativo: a nostalgia do cinzento, enunciada nas irrelevantes imagens de um quotidiano em fuga; o amarelo e o branco como pontos de uma energia que transcende a máquina e contamina a nossa vontade criativa.
Somos assim conduzidos à consideração destas obras como verdadeiros “desenhos úteis”.”

Museu da Electricidade / Central Tejo
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