Por decisão na última reunião da Direcção da Associação Portuguesa de Historiadores da Arte (dia 30.01.2009), ficou resolvido intensificar a comunicação entre os corpos dirigentes da APHA e a sua massa associativa, sendo para o efeito escolhido como elemento de mediação a @pha.newsletter.

Entre outros aspectos a considerar, pesou a circunstância de este ser um meio que, garantin­do um acesso fácil, se torna ao mesmo tempo pouco dispendioso.

Este esclarecimento serve para referir, portanto, que a APHA se encontra numa situação crítica.

Crítica logo à partida do ponto de vista financeiro, em virtude do baixo nível de pagamento de quotas por parte dos associados. Não sendo este o local para apresentar relatórios financeiros, cumpre no entanto informar que somente uma escassa minoria dos sócios inscritos paga com regularidade as suas quotas, facto que coloca a Associação numa situação extremamente frágil, não dispondo de verba para promover as iniciativas culturais e científicas que constituem a sua vocação e missão. Tal sucedeu com o Congresso de Novembro de 2007, como é sabido, o qual não se chegou a realizar pura e simplesmente por falta de verba, definido que estava o seu Programa desde Janeiro de 2007, assim como garantido o espaço onde o mesmo se deveria realizar.

Paralelamente à baixa taxa de pagamento das quotas, avolumam-se por outro lado despesas difíceis de saldar relacionadas com os Congressos anteriores, e com a política editorial então assumida de que resultou a publicação das Actas do II Congresso de 2001.

Foi precisamente para tentar ultrapassar o impasse criado que, em 2007 e em 2008, lançámos o Programa Ciclos & Trânsitos, o qual teve duas edições: a primeira no Porto no se­gundo semestre de 2007, e a segunda em Lisboa no primeiro semestre de 2008.

A adesão dos Pares esteve aquém das nossas expectativas, e mais ainda aquém dos objec­tivos que à partida haviam sido fixados, pois unicamente algumas das sessões que se reali­zaram em Lisboa tiveram uma maior adesão, não tendo, portanto, as duas edições, no seu conjunto, conseguido mobilizar a massa associativa.

A conjugação de todos estes aspectos conduziu, portanto, a uma situação de asfixia fi­nan­ceira, e importa reconhecê-lo de algum desalento, também, por parte de uma Direcção que se descobre incapaz de imprimir a necessária e desejada dinâmica associativa.

Serve assim este número especial da @pha.newsletter, para lançar um debate público so­bre a conjun­tu­ra em que se encontra a nossa Associação, importando desde já reiterar que todas as opiniões e sugestões que os sócios/amigos da APHA queiram enviar serão bem-vin­das. Nos números especiais que se seguirão, será envia­do aos sócios/amigos da APHA uma sondagem/inquérito com o objectivo de tentar per­ceber, com objectividade e clareza, qual a viabilidade e utilidade que a APHA poderá ter, no futuro.

Para fazer chegar as vossas sugestões, críticas e pontos de vista, pode ser utilizado o endereço de correio electrónico da @pha.newsletter, o qual figura na nossa página web, e que é o seguinte: newsletter@apha.pt .

A Direcção da APHA   

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