19 e 20 de Outubro | Universidade de Évora.
A cal tem vindo a ser utilizada na Península Ibérica através dos séculos como um elemento-chave para a definição da especificidade do património arquitectónico e artístico construídos neste território. As suas características físicas, químicas e plásticas, converteram-na num material de excelência para ser aplicado através de uma multiplicidade de técnicas, constructivas e decorativas, profundamente enraizadas no contexto ibérico. As valências da cal no domínio da reabilitação do património histórico e cultural encontram-se, desde há muito, comprovadas, circunstância que coloca este material num patamar destacado, em relação a materiais modernos que apresentam, por vezes, resultados menos satisfatórios. A sua versatilidade estende-se, também, ao domínio das artes plásticas e ornamentais. Com efeito, a pintura mural, o esgrafito, as caiações e barramentos ou, ainda, os trabalhos ornamentais com cal e areia ou gesso (estuques) constituem partes de um todo formado pelas técnicas decorativas à base de cal e que, muitas vezes, confluiram numa lógica de ‘obra de arte total’. Através do diálogo interdisciplinar entre profissionais portugueses e espanhóis analisaremos esta problemática nas suas dimensões artística, material e conceptual reflectindo nos principais desafios que se colocam, hoje em dia, à preservação de uma herança cultural que é comum. 

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