Nas metrópoles modernas há factores de “desenraizamento científico e tecnológico” que também se ligam ao facto de não sabermos a história do chão na nossa rua, ou dos edifícios alcançados pela janela do carro, quando vamos para o trabalho. Ou a origem de certa toponímia e a personalidade representada na estátua de um largo. Como a tradição ligada a um ofício e a uma árvore, durante um passeio dominical.

No entanto, o olhar atento, quando deambula por percursos determinados ou aleatórios, sempre acabará por encontrar artérias, dos becos às avenidas, abrigando manifestações ligadas às ciências ou técnicas. Assim sendo, será ainda possível delimitar alguns processos de emergência e transformação, em termos do mapeamento citadino; o que, no caso presente, se processa com base em textos e imagens, cobrindo três tipos de objectos: toponímia, construído e estatuária lisboetas. A materialização do impacto poderá igualmente basear uma hermenêutica interdisciplinar, orientada para definir eixos fundamentais ou configurações significativas, quer para a história geral da cidade, quer para a história cultural das ciências e das técnicas aí localizada.

A apresentação de “Marcas das Ciências e das Técnicas pelas Ruas de Lisboa” indicia como este projecto reúne instrumentos que propiciarão bons hábitos de descoberta e momentos de bem-estar, fornecendo pistas para sentir o pulsar dos bairros históricos lisboetas, num melhor e mais perdurante aproveitamento científico e técnico, e, por isso mesmo, também cultural.

De momento, a base de dados comporta 700 fichas em processo.

Para mais informações acerca do projecto:

http://marcasdasciencias.fc.ul.pt/pagina/inicio

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