No âmbito do lançamento público da Plataforma PP–Cult, e em representação informal da APHA, o Prof. Doutor Vítor Serrão fez uma intervenção acerca das potencialidades estratégicas que o património artístico nacional encerra, potencialidades essas que devem ser exploradas de forma consciente, organizada e responsável, sem traumas de “menoridade” em relação às nossas manifestações artísticas quando comparadas com outras, fruto de outros contextos diferentes. Explorar e estudar essa especificidade poderá transformar-se numa importante oportunidade e evitar, por exemplo, perdas patrimoniais a que se tem vindo a assistir nos últimos tempos.
O Prof. Vítor Serrão referiu ainda a importância da procura de soluções transversais “unindo visões globalizantes e sinergias de distintos, três mundos técnico-científicos, desde a História da Arte à Arqueologia, às Técnicas de Conservação e Restauro, à Antropologia, à Museologia, às Ciências Laboratoriais, à Fotografia, à Conservação Preventiva, e às partes e tutelas envolvidas, desde a Igreja Católica (detentora de parte substancial do Património português) às Autarquias e às entidades privadas, e retomando o conceito (e a prática) da Gestão Integrada dos Bens Patrimoniais por parte do MC e dos seus serviços de tutela e intervenção como matriz transversal de comportamento especializado. Neste âmbito cabe (por exemplo) retomar como prerrogativa de cumprimento integral a Carta de Inventário Integral dos Bens Patrimoniais, projecto necessariamente a implementar pelo Ministério da Cultura e no seu seio, congregando com intuitos de exaustividade os dados de recenseamento de vários inventários sectoriais em curso, unificando os seus resultados numa base única de registo, salvaguarda e garante de conservação identitária: ou seja, uma espécie de Bilhete de Identidade do património individualizado, sempre renovada e sempre em aberto às novas circunstâncias vivenciais dos monumentos e obras de arte.”
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